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Rocco? Sem dúvida uma “Top of Mind” do ramo. Algumas pessoas nem sabem o que significa a expressão, mas temos certeza, que a empresa “ganhadora” conhece sim. E claro, a Rocco é uma grande "vencedora" de “Top of Mind” não apenas do momento, mas já é há alguns anos, e continuará sendo por mais outros tantos. A Rocco possui grandes publicações de destaque no país, entre elas Eragon e Harry Potter, e acreditamos que sejam elas que façam com que o nome da editora seja tão conhecido. Tal crédito é merecido por tamanho esforço que vinha realizando ao longo dos anos, afinal, todos lembram do bom acabamento que tinham livros como “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, prosseguindo a série até “Harry Potter e o Cálice de Fogo” com edição, organização e colagem muito bons. Mas a partir de então parece que a fama subiu à cabeça da editora. Em “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, as folhas são visivelmente mais finas, o que é até aceitável, dado o elevado número de páginas do livro. Mas é em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” que a situação chega ao nível mais baixo possível. As folhas continuam tão finas quanto em “A Ordem”, e a qualidade decaiu imensamente. A colagem/costura das folhas é péssima, sendo muito comum encontrar alguém com um livro sem capa. Até mesmo ao abrir o livro ouve-se um peculiar barulho de que está se descolando. Sem falar do nome “Harry Potter” brilhante na capa, o mais simples de se desfazer, que até o ato de empilhar um livro sobre o outro é capaz de tirar (coisa que não acontecia com os anteriores). Sem dúvida, esses são alguns dos fatores que mais irritaram os leitores, fazendo-os até mesmo criar comunidades virtuais em sites de relacionamento, com o intuito apenas de divulgar o péssimo serviço que a editora vem realizando. E então vem a época das reclamações que, claro, não adiantam nada, pois muitos já disseram na mesma comunidade que a editora simplesmente ignora os e-mails enviados. Por falar em qualidade, um controle de qualidade parece simplesmente não existir na Rocco. É realmente incrível a quantidade de livros que chegam com diversos defeitos, desde páginas faltando até má colagem. Esses problemas poderiam ser corrigidos, com um controle, e mesmo que este exista atualmente, é extremamente ineficaz e precisa de melhoras. É possível, ainda, ver que várias pessoas desistem de comprar livros por tais defeitos. Uma pessoa que prefere não se identificar, na comunidade virtual feita para a editora Rocco, diz que desistiu de comprar Eragon assim que viu que era feito pela Rocco, por conhecer o péssimo serviço na série Harry Potter. A srta. Aline, da mesma comunidade, fez questão de enfatizar, que o nome na capa "nem deixou sombra". Ela diz ainda que nas edições britânicas que possui, nada disso acontece, além de serem de uma qualidade maior. Mas porquê então não existe ao menos uma edição em Capa Dura? Ou Adulta? Ou de Luxo? Enquanto brasileiros compram os livros em outra língua (pois até sofrer tentando entender uma língua desconhecida é melhor do que a má qualidade) outros tantos que não tem condição são obrigados a ficar com a “edição brasileira“. Outro fato é a questão da tradução. A Sra. Lia Wyler sem dúvida é uma excelente tradutora. Afinal, traduzir até os nomes inventados pela autora é uma tarefa difícil, e principalmente arriscada, como a própria Lia já declarou. Concordamos que dado o estado atual da cultura brasileira, na qual verificamos que muitos não tem o mesmo acesso às informações quanto outros, a tradução dos nomes é uma grande solução para que as piadas e brincadeiras feitas com os nomes sejam compreendidas e para que a obra não perca sua identidade. Mas porque a qualidade começou a decair? Não apenas por parte da tradução, mas por parte da edição e revisão também (estes dois últimos, absurdamente). Por exemplo, em Ordem da Fênix, a palavra Floo (Pó de Flu) não foi traduzida, e foi publicada mesmo como “Floo” (original do inglês). A gata da personagem Sr. Filch, é chamada Madame Nor-r-ra, nos primeiros livros. No livro 5 (Ordem da Fênix) ela é chamada de Madame Nor-ra e no livro 6 (Enigma do Príncipe) vira Madame Norra. (Original em inglês é Mrs. Norris). O título do último livro publicado (Enigma do Príncipe) é um trocadilho da palavra Príncipe (Prince, em inglês) que na história acaba se revelando não o título da nobreza, mas o sobrenome de uma personagem. Half-blood Prince (título original) foi traduzido dentro do livro como Príncipe Mestiço, mas o título da obra no Brasil foi “Enigma do Príncipe”. Isso é aceitável, pois a própria Sra. Lia Wyler explicou que a mudança foi feita devido ao significado da palavra “enigma” no desenrolar dos fatos no livro, além disso foi autorizado pela própria autora. Mas na história, a palavra Prince (sobrenome) não é traduzida no início e de repente encontramos Príncipe, também como sobrenome, sem ao menos uma nota de rodapé para explicar o trocadilho. E a nobre tarefa de ajudar quem não conhece o inglês ou não tem acesso à Internet para buscar informações, virou um desleixo por parte da Editora, que não se importou com os menos privilegiados. Porém, há cerca de dois meses, a Srta. Paula Rocha, tomou uma ótima iniciativa, que talvez compense esses erros cometidos pela editora Rocco, como o lucro acima excessivo. Ela sugeriu que o próximo livro da série Harry Potter (Harry Potter e as Relíquias da Morte), quando for impresso em português seja em papel reciclado, da mesma forma que já ocorre nos Estados Unidos, Reino Unido e em outros países europeus, e que a qualidade seja igual aos primeiros livros da série. Ela reuniu vários amigos, e estes criaram uma comunidade virtual, para tratar do assunto e conta com mais de 1000 membros que resolveram apoiar, ajudando com seu tempo e idéias para melhorar a situação. Muitos leitores interessados fizeram suas próprias pesquisas acerca do assunto e as expuseram nessa comunidade, de modo que pudemos analisar os prós e contras e chegar a uma conclusão: a viabilidade do papel reciclado. Dados de sites conceituados como ambientebrasil.com.br, por exemplo, expõem claramente as vantagens finais do uso do papel reciclado, mostrando assim, que o uso deste tipo de papel é extremamente vantajoso tanto para a editora quanto para os leitores, e o mais importante: para a natureza! Perguntamo-nos ainda: se o uso desse papel é realmente vantajoso, quais os motivos de ainda não ter sido utilizado? Se for apenas por questão de contrato, por que as editoras estrangeiras impediriam isso? Existem ainda leis de incentivo fiscais que permitem que as mínimas desvantagens que por ventura possam aparecer tornem-se grandes vantagens para a empresa. E se a editora, além de ajudar a natureza (o que já deveria ser lei), pode ainda ter uma diminuição de gastos com os impostos, por que não o faz? Mas a única solução que a Rocco pareceu dar a um dos problemas é, na verdade fruto de outros tantos problemas: o uso de celulose proveniente de Eucalipto desde "Ordem da Fênix". Aparentemente um grande avanço para todos: sem destruição de florestas nem nada do tipo. Um ledo engano que engrandece o nome das empresas envolvidas e destrói nosso planeta. Os danos causados às nascentes de água, aos lençóis freáticos, à fauna local, à mata virgem, ao solo entre muitos outros, são incalculáveis. Há ainda, a desertificação do solo, pois árvores como o eucalipto, necessitam de muita água e por isso absorvem as chuvas e também a água existente nos lençóis freáticos, fazendo com que "sobre" pouca água para outras espécies. E ainda tem o ressecamento do solo e erosão, pois no Brasil o eucalipto não cresce naturalmente e, plantado em larga escala, forma florestas homogêneas que garantem a viabilidade econômica, mas após sete anos, as florestas são cortadas e o solo, já empobrecido, fica completamente exposto, sem cobertura vegetal. E mais uma vez todos esses problemas poderiam ser resolvidos com o uso de papel reciclado. A não ser, é claro, que a tradicional resposta seja devolvida: "não podemos fazer nada, pois está no contrato". E por que a editora americana/britânica faria um contrato em que nós, os leitores, sejamos prejudicados? Porque faria um contrato que em que qualidade dos livros cai absurdamente? Porque incluiria no contrato, um novo "tipo de colagem" que só torna viável abrir o livro uma única vez? Por mais egoísta que uma empresa possa ser com seus direitos autorais e maximização abusiva de lucros, não acreditamos que isso iria tão a fundo como foi. Sendo assim, nós leitores, que sempre compramos as obras da editora Rocco, esperamos que a mesma pense muito no assunto. Queremos a qualidade de antes dos livros, sem capas caindo simplesmente ao abrir do livro. Queremos livros com as páginas completas, sem precisar do inconveniente de ir trocar na livraria ou entrar em contato com a própria editora e esperar um mês pela resposta. Queremos que a tradução continue fiel, mas sem precisar recorrer à Internet ou a amigos para entender algo. Queremos uma edição e revisão melhores (urgentemente), o que aparentemente, não custará nada a mais à editora. Queremos também, e principalmente, o uso de papel reciclado, mesmo que não possa ser em 100% dos exemplares, que seja ao menos numa porcentagem menor. Coisas que, deixando o egoísmo de lado, pensando nos leitores e no meio ambiente, podiam ser resolvidas com simples ações. Este e-mail foi feito com base na opinião de todos da comunidade “Harry Potter 7 em Papel Reciclado” do site de relacionamentos orkut. Redigido por Dante T. Neto com ajuda de Teresa Cavalcanti e Lidirce Teixeira. Revisado por Pedro Guilermo e Ignácio Ribeiro. Gostaria que esse e-mail fosse respondido para pedroguilermo@hotmail.com